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Doação Temporária de Útero

A doação temporária de útero é indicada para casais em que a mulher tirou o útero ou parte dele, o que inviabiliza uma gestação. Também há casos de mulheres que têm alterações congênitas que modificam de tal forma a anatomia uterina que impossibilitam gestar um filho.

Assim acontece o procedimento da utilização temporária de útero: a paciente produz seus óvulos. Estes são aspirados – como numa fertilização in vitro convencional - e conduzidos ao laboratório, onde são fecundados pelos espermatozóides do marido. Durante todo o tratamento de indução da ovulação, a doadora de útero tem seus hormônios monitorados e ajustados
para que esteja preparada para receber os embriões. Estes são transferidos para o útero da doadora por um fino cateter plástico, técnica assistida por ultra-som.

Esta transferência é um procedimento extremamente simples. É indolor como um exame ginecológico. Após a transferência, a paciente deve observar repouso relativo por dois dias. Em seguida, vida normal.

A medicação é mantida por 12 semanas de gravidez, pois neste período a produção hormonal é de responsabilidade do ovário; como o órgão não participou do tratamento de estimulação hormonal, precisa ser suplementado.

 Após a 12ª semana de gestação, a placenta assume o comando da produção hormonal e interrompe-se a administração do medicamento. A gravidez se desenvolve então de maneira semelhante a uma gestação obtida de forma natural.

Mulheres que já entraram na menopausa podem ser doadoras de útero, pois o que importa é o útero. Se este está sadio responderá igualmente aos estímulos hormonais necessários, independentemente de estarem sem funcionamento devido à menopausa. Este tratamento tem uma taxa de gravidez de 40 a 45%.

O Conselho Federal de Medicina normatiza que este procedimento só deverá ser utilizado com parentes de até segundo grau. Isso em razão do normal apego que qualquer mulher sente pelo feto que está em gestação no útero dela.

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