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Ovulação Induzida
Há duas indicações básicas para se recorrer à indução de ovulação: pacientes
que não tenham ovulação e aquelas que, que apesar de ovular, apresentam baixa qualidade hormonal;
No entanto, pacientes com ovulação normal também recorrem a este procedimento. Segundo estudos, a chance de gravidez em ciclos estimulados é estatisticamente maior do que em ciclos naturais. Para induzir ou melhorar a ovulação, utilizamos medicamentos que estimulam o organismo a produzir hormônios. Outro procedimento é fornecer diretamente os hormônios que atuam no ovário.
Todo estímulo à ovulação deve ser monitorado para que não haja dúvida quanto à resposta e garantir que a dosagem da medicação utilizada é adequada. Em estimulações mais simples, este controle é monitorado por ultra-sonografias. Outros de maior complexidade, além do ultra-som, exigem a avaliação da produção hormonal do ovário. Um protocolo específico é feito, de acordo com o perfil hormonal e o tipo de estímulo.
A dúvida mais freqüente é quanto ao uso de hormônios. Habitualmente os hormônios que atuam diretamente no ovário são derivados humanos. Ou seja, são retirados de mulheres na menopausa ou de grávidas. Nos dois casos, há produção excessiva destes hormônios. Atualmente, usam-se também hormônios produzidos por engenharia genética, pois são absolutamente puros.
Os que agem estimulando o organismo a produzir hormônios são sintéticos, mas a atuação deles se faz à distância. Outra dúvida comum é se a ingestão de hormônios engorda. A ovulação produz uma quantidade maior de hormônio ovariano, o que faz com que a paciente apresente certo "inchaço”, semelhante àquele que ocorre no período pré-menstrual o que habitualmente desaparece com a interrupção do medicamento. Há ainda a tensão emocional que pode causar um substancial aumento da "fome".
Os protocolos de estimulação da ovulação conseguem aproximadamente 80% de resultados positivos. Os 20% restantes são resultado de má resposta à indução ou retenção folicular ocasionada por flutuações inadequadas dos hormônios.
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